Readmissão de todos os ferroviários

Readmissão de todos os ferroviários
Na greve dos metroviários de São Paulo, os trabalhadores saíram à luta por reajuste de salário. Alckmin (PSDB) não quis negociar e nem quer aceitar que os trabalhadores lutem. Os metroviários exigiam aumento e Alckmin respondeu com a tropa de choque, suas bombas, balas de borracha e 41 demissões. O governador ainda se apoia na Justiça do Trabalho, que com a ânsia de assegurar os interesses dos acionistas do Metrô e do governo, negou aos metroviários um dos direitos constitucionais mais básicos: o direito de greve. O SINTEFERN chama toda a categoria em solidariedade os companheiros metroviários de São Paulo. Para exigimos que o governo Alckmin, negocie com os trabalhadores, reintegre todos os 41 que foram demitidos. E aceite a liberação das catracas do metrô, enquanto a negociação perdurar.

Campanha Nacional Contra Privatização

Campanha Nacional Contra Privatização

quinta-feira, 5 de junho de 2014


Em 2014, o empresariado brasileiro elegeu a Norma Regulamentadora (NR) 12 do Ministério do Trabalho (MTE), que versa sobre segurança do trabalho em máquinas e equipamentos, como uma das suas principais pautas de reivindicações.

A NR 12 (que existe desde 1978) teve sua redação alterada em dezembro de 2010, e tem sido crescentemente criticada pelo patronato nos últimos anos[1], sendo inserida num conjunto de mobilizações capitaneadas pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (FIESP) e Confederação Nacional da Indústria (CNI)[2].

Há diversos documentos empresariais, reportagens, eventos, entrevistas, com reclamações direcionadas à redação de 2010 da NR 12, por supostos: altos custos para sua adoção, complexidade, abrangência (alegação de incremento de 40 para 340 itens na norma), inviabilização das empresas, risco aos empregos. A demanda mais recorrente das empresas era pela dilação de prazos para aplicação da NR 12[3]. Ano passado chegou a ser ventilada a suspensão da referida norma no Congresso Nacional.

Neste ano, as empresas e seus representantes têm atuado em diversas frentes, como o Ministério do Trabalho (MTE) e a Justiça do Trabalho, para encaminhar seus pleitos concernentes à NR 12. Seu plano atual é sintetizado e radicalizado pela proposta de sustar os efeitos da norma por meio do Legislativo.

Neste são apresentados indicadores que permitem analisar, com amparo em informações e dados empíricos, a procedência das alegações das entidades patronais concernentes à NR 12. Os indicadores também contribuem para apreender as características do tratamento dado à integridade física dos trabalhadores brasileiros por seus empregadores, no que tange à observância de condições mínimas de segurança no maquinário utilizado.

Os principais indicadores foram construídos fundamentalmente a partir de duas bases de informações: o universo das fiscalizações do MTE (por meio do SFIT (Sistema Federal de Inspeção do Trabalho)), desde 1997 até abril de 2014; e a base de dados de Previdência Social, especialmente por meio das Comunicações de Acidentes de Trabalho (CAT) efetuadas pelos empregadores. Os indicadores construídos são cruzados com algumas referências e outras publicações. Além disso, o texto apresenta algumas fontes e informações concernentes à NR 12 deliberadamente omitidas pela ofensiva empresarial.

quinta-feira, 15 de maio de 2014

Grande vitória para todos os prejudicados pelo Governo Collor


É com muita satisfação que a ANBENE parabeniza a todos os associados e não associados para grande participação na votação do PL 3846/2008, dando mais um passo para o resgate da nossa cidadania, ficamos extremamente felizes de ver o plenário 12 cheio de pessoas engajadas na nossa luta, adoramos a iniciativa de trazer cartazes sobre as nossas reivindicações.

Ontem tivemos a certeza que a luta para a retirada dos PDVista foi uma conquista sólida e decisiva para que nosso Projeto de Lei, pois todos os Deputados presentes aplaudiram o resultado da votação, que aliás foi por unanimidade (baixe eassista o vídeo), isso quer dizer que os Deputados estão cientes da grande injustiça que o Governo Collor nos Causou e que a Lei 8878/1994 foi omissa em muitos pontos. 


Agora o Projeto já está na Comissão de Finanças e Tributação - CFT, onde também já estamos trabalhar para que o mesmo seja votado o mais rapidamente possível.


Acompanhamento de Proposições 
Brasília, quinta-feira, 15 de maio de 2014


Prezado (a) AMILTON SILVA, 
Informamos que as proposições abaixo sofreram movimentações. 

                           para incluir entre os  beneficiários da anistia os
                           ex-servidores na situação que menciona.


- 14/05/2014
Aprovado por Unanimidade o Parecer, apresentou 
 voto em separado o Deputado Augusto Coutinho.

- 14/05/2014
Recebimento pela CFT.

segunda-feira, 28 de abril de 2014

Encerrada a primeira rodada de negociações da campanha salarial 2014/2015 entre sindicatos e CBTU. 

Que manteve a proposta de índice em 3,92 pontos percentuais de reajuste sobre as cláusulas econômicas, o que fica abaixo do índice de inflação do período que se aproxima dos 7%, e também longe de atender às reais necessidades dos trabalhadores.

Conquistas:
  • Quebra de caixa no valor de R$ 158,95 para os companheiros de estação que lidam com a guarda de bilhetes e numerários,
  • Complementação de benefício para os empregados aposentados afastados por motivo de doença/acidente 
  • Tíquete cultura 
  • Tíquete natalino no valor de R$ 350,00 a ser pago no mês de dezembro 

As reuniões da segunda rodada de negociações estão previstas para acontecer na terceira semana do mês de maio em Brasília.  

A LUTA CONTINUA!


ACT 2014/2015:

Acesse aqui os  links. 

Diretores do SINDMETRO-PE estiveram nas últimas semanas em Brasília para reuniões no DEST- Departamento de Coordenação e Governança das Empresas Estatais e Ministério do Trabalho e Emprego, bem como contatos junto ao Congresso. Como é de conhecimento de todas as duas novas linhas do Metrô de Minas Gerais, Barreiro e Savassi, serão de responsabilidade da Metrominas que através de PPP delegará a administração e operação do metrô à iniciativa privada conforme link: http://www.metrominas.mg.gov.br/parceria.html
A linha 1 permanece com a CBTU por enquanto, segue link demonstrando pressão política para o repasse:
http://www.diariodocomercio.com.br/noticia.php?tit=transferencia_do_metro_ja_esta_em_fase_final&id=132446
Nas nossas reuniões e contatos podemos confirmar o interesse do Governo Federal no repasse da CBTU BH, assim como o interesse do Estado de Minas Gerais em receber e repassar imediatamente à iniciativa privada. Lembramos-lhes que Minas Gerais é o Estado com o maior vulto de projetos de Parcerias Públicas Privadas através do “Programa de Parceria Público-Privada do Estado de Minas Gerais”. Segue link do site e página da PPP Minas no Facebook:
O programa de Minas Gerais é referência nacional, para o bem e/ou para o mal, como modelo de Governança de PPPs, sendo estudado por Governos de todo país. Assim sendo a modelagem de PPP Mineira criou um sistema de montagem, análise e monitoramento que atribui prazos, objetivos, garantias financeiras, bem como avalia o potencial de atração de investimentos e a adequação às diretrizes de planejamento governamental.
Considerando vontade mútua no repasse e programa implantado e avançado de parcerias no Estado, o que impediu transposição de fato, a qual ocorreria em meados de Abril? Ambiguamente o motivo assusta e protege. A condição solicitada pelo Estado de Minas em receber a CBTU é a prévia demissão de todos os empregados, pois a Metrominas não quer herdar o quadro, nem a folha fora dos padrões da Companhia, muito menos o passivo trabalhista exorbitante. Após a demissão e pagamento devido da rescisão pelo Governo Federal, os empregados de menor salário seriam (sempre após condicional) contratados pela empresa que assumir a administração do sistema, tornando-o mais eficaz na obtenção do baixo custo procurado por uma empresa privada. Também seriam contratados os técnicos especializados em tecnologia metroferroviária indispensáveis ao funcionamento do sistema, sempre sob novos contratos e na sua maioria a salários menores. Este quadro gera duas preocupações: primeiramente a nefasta perda de empregos, rechaçada por empregados “antigos” e “novatos”, estes por si só em ver interrompida relação de trabalho, aqueles por correr risco de rebaixamento de receita próximo à aposentadoria, visto que a descentralização prevista na lei 8693/93 desvincula a nova empresa, estadual ou privada, como subsidiária da RFFSA, levando à extinção do vínculo hoje existente (Valec ou CBTU) com a Rede e consequentemente subtraindo direito à complementação da aposentadoria para futuros aposentados. Os já aposentados se veriam vinculados à tabela de uma empresa extinta,a CBTU, logo sem correções na tabela de referência que se aproximem de índices razoáveis, vendo seus benefícios definharem ao passar do tempo.
Conforme exposto acima cenário é preocupante, mas, contraditoriamente, vem adiando o processo visto que o Governo federal não quer arcar com o peso político da demissão de empregados ligados à esfera federal em ano eleitoral, e percebeu a dupla intenção no Governo Estadual tucano: enxugar a Companhia (este é o motivo óbvio) para entrega à iniciativa privada, mas também impor perda política ao adversário eleitoral, ora demissionário, petista.
Neste domingo (27), os diretores Lenival Oliveira e Carlos Mota seguem para audiência pública na Assembléia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), a sessão será às 14 horas do dia 28 de abril. Verificaremos andamento do processo e projetaremos analogia à nossa realidade. Adiantamos que estaremos contratando um dos maiores escritórios especializados em Direito Constitucional em esfera Federal de Brasília para preparar todo suporte jurídico à unidade de Recife em caso do processo de estadualização/PPP voltar a tona para a unidade de Recife (Superintendência de Trens Urbanos do Recife CBTU/STU-REC). Ainda no dia de hoje, 26 de abril, estivemos com representantes da secretaria da Presidência da República para exercer pressão e abrir mais um canal de diálogo e cobrança. Na próxima semana seremos recebidos pelo Ministro Chefe da Secretária-Geral da Presidência da República. Findamos afirmando que, à parte todo empenho político, da articulação ao jurídico, a grande guarida da categoria vem da sua própria força de mobilização, ou paralisação como queiram, sendo a união e a informação vitais para o arrefecimento da nova verve privatista que nos atinge, por isso não há quaisquer tipo de intenção terrorista aqui, apenas informação que leva à preparação e prevenção para que o excesso de otimismo não nos leve à síndrome de Poliana.*
*Poliana: personagem criado por Eleanor H. Porter, que dá título ao livro de mesmo nome. É um clássico da literatura infanto-juvenil. Poliana é uma menina que enxerga tudo “cor de rosa”, sem maldades, sempre acreditando no melhor das pessoas e da vida. Hoje em dia, usa-se a expressão “síndrome de Poliana” para falar de alguém que se ilude.

sexta-feira, 4 de abril de 2014

  
O que fazer com as linhas devolvidas?
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Proposta para o futuro da CBTU

Prezado(a) funcionário(a) da CBTU
Peço alguns minutos de sua atenção, pois trata-se de um assunto de grande importância.
A privatização em 1996 da RFFSA, empresa centenária, intencionalmente degradada, extinta criminosamente e repartida entre concessionárias privadas trouxe benefícios apenas para um pequeno grupo de empresas, que conseguiram que suas cargas continuassem a ser transportadas por ferrovia. Milhares de funcionários foram demitidos. Apenas uma linha de passageiro foi mantida e milhões de pessoas que usavam o trem foram jogadas nas rodovias, de onde nunca mais saíram, tendo de se sujeitar a acidentes, congestionamentos e poluição.
Como se esta situação não bastassem, a ANTT emitiu em julho de 2013 a Resolução 4131, que livra a FCA de todos os compromissos assumidos em 3.986 km de linhas férreas e ainda as manda erradicar. O custo será a demissão de centenas de ferroviários, e a perda irreversível de todo este patrimônio mais que centenário, construído com muito trabalho e o imposto de gerações de brasileiros.
Estes trechos situam-se em áreas densamente povoadas dos Estados de Minas, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Bahia e Sergipe, e poderiam circular trens de passageiros urbanos e regionais.
A Resolução 4131 é nefasta e destruidora, e se os ferroviários e a sociedade brasileira se omitirem, estaremos permitindo que a ANTT complete a sua colocação em prática. Mas, esta mesma Resolução pode também ser uma grande oportunidade, se as ferrovias que a FCA está abandonando forem reestruturadas e colocadas a serviço da sociedade. No executivo federal fala-se da criação de uma empresa pública operadora ferroviária. Acontece que tal empresa já existe, é a CBTU, que pode ser revitalizada e expandida, para assumir as linhas e implantar novos serviços, como o transporte de cargas e o transporte regional de passageiros.
O texto anexo apresenta uma proposta importante para o futuro da CBTU, pois transforma em expansão algumas conversas de estadualização e outras.
Pedimos que você a leia, analise, divulgue e nos ajude a torná-la realidade.

Mais detalhes sobre esta proposta e sobre a Resolução 4.131 emhttp://ongtrem.org.br/
Saudações Ferroviárias!
Francisco Oliveira
ONGtrem – Instituto Cidades - Apito
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quinta-feira, 20 de março de 2014

20/03/2014 09h01 - Atualizado em 20/03/2014 16h16
Cade abre processo para investigar denúncia de cartel em 4 estados e DF
Processo vai apurar licitações de trens em SP, DF, RJ, RS e MG. 
Decisão foi publicada no 'Diário Oficial da União' desta quinta-feira (20).

O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), ligado ao Ministério da Justiça, publicou nesta quinta-feira (20) a abertura de um processo administrativo para apurar denúncias de cartel em licitações de trens e metrôs no DF e em quatro estados: SP, RJ, MG e RS. Serão analisadas licitações entre 1998 e 2013. Ao todo, 18 empresas e 109 funcionários dessas companhias são acusados. A abertura do processo foi publicada no "Diário Oficial da União".
Em nota, o Cade afirmou que provas colhidas em julho do ano passado demonstram que "o suposto cartel teria atuado em 15 projetos licitados pela Companhia do Metropolitano de São Paulo (Metrô-SP), pela Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM), pela Companhia do Metropolitano do Distrito Federal (Metrô-DF), pela Empresa de Trens Urbanos (Trensurb), pela Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU) e pela Secretaria de Estado de Transportes do Rio de Janeiro.
Ainda segundo o Cade, os projetos investigados totalizam contratos de cerca de R$ 9,4 bilhões.
A nota diz ainda que "os participantes do cartel teriam dividido as licitações entre eles e simulado a competição nos certames, por meio, por exemplo, da combinação prévia dos valores das propostas comerciais".
Na esfera administrativa, a prática de cartel sujeita empresas ao pagamento de multa de até 20% de seus faturamentos. Uma eventual ação também na esfera penal deve ser proposta pelo Ministério Público.
O Cade afirma também que as empresas usaram dispositivos legais, como o consórcio, para encobrir a prática irregular. "Sob o manto de consórcio, as acusadas teriam adotado diversas estratégias anticompetitivas, como a definição prévia de quais empresas fariam parte de determinado consórcio e quais participariam da licitação apenas para apresentar propostas de cobertura", diz a nota.
Com a abertura do processo administrativo, os acusados serão intimados a apresentar suas defesas. Ao final da instrução processual, a Superintendência-Geral opinará pela condenação ou arquivamento e remeterá o caso para julgamento pelo Tribunal Administrativo do Cade, responsável pela decisão final.

Saiba mais
Na nota, o Cade disse que o caso teve início em maio de 2013, a partir da assinatura de um acordo de leniência celebrado entre a empresa Siemens, delatora do conluio, e a Superintendência-Geral do Cade, juntamente com o Ministério Público Federal.
A Siemens, que admitiu fazer parte do esquema, entregou ao Cade documentos em que afirma que o governo paulista sabia do cartel e deu aval à formação, que envolveria 18 empresas.
O Metrô-DF informou, em nota, que aguardará a conclusão do inquérito administrativo do Cade, que se pronunciará sobre a existência ou não de cartel. Caso fique comprovado prejuízo ao erário, a companhia diz que tomará todas as providências necessárias para buscar o ressarcimento. Ainda na nota, o Metrô-DF explica que já se colocou à disposição do Cade para qualquer esclarecimento.
As 18 empresas listadas no processo são:
Alstom Brasil Energia e Transporte Ltda.;
Balfour Beatty Rail Power Systems Brazil;
Bombardier Transportation Brasil Ltda.;
CAF Brasil Indústria e Comércio;
Caterpillar Brasil Ltda.;
ConsTech Assessoria e Consultoria Internacional Ltda.;
Empresa Tejofran de Saneamento e Serviços Ltda.;
Hyundai-Rotem Co. Ltd.;
IESA Projetos Equipamentos e MontagensS.A.;
MGE Equipamentos e Serviços Ferroviários Ltda.;
Mitsui & Co Ltd.;
MPE - Montagens e projetos especiais S.A.;
PROCINT - Projetos e Consultoria Internacional S/C Ltda.;
Serveng-Civilsan S/A - Empresas Associadas de Engenharia;
Siemens Ltda.;
TCBR Tecnologia e Consultoria Brasileira S/A;
Temoinsa do Brasil Ltda.;

Trans Sistemas de Transportes S.A.
Em nota, a Siemens afirmou que tem colaborado com o CADE e com as autoridades locais nas investigações. A empresa afirma que não tolera condutas ilegais e, como autora das denúncias, havia compartilhado com o CADE as suspeitas relacionadas a más práticas nos setores de trem e Metrô. Ainda no texto, a empresa afirma que as investigações devem resultar em um ambiente de negócios mais ético e transparente no Brasil.
A Alstom informou, em nota, que ainda não foi notificada da decisão do CADE e que teve conhecimento do tema por meio da imprensa. A empesa afirmou que irá prestar os devidos esclarecimentos às autoridades assim que tiver acesso a todos os documentos do processo.
O advogado Eduardo Carnelós, que defende a Procint - Projetos e Consultoria Internacional S/C Ltda, diz que a empresa nunca teve nenhuma ligação com a atividade de cartel. Ele diz não ter sido notificado, mas afirma que o Cade tem agido como um “braço partidário” e que as acusações são infundadas. Carnelós afirma ainda que o responsável pela empresa é um engenheiro de reputação, conhecido, que apenas faz consultorias técnicas.

A Mitsui & Co (Brasil) S.A. diz ter conhecimento que o Cade anunciou a abertura do processo administrativo e que "a companhia tem diligentemente cooperado com as investigações". Segundo nota da empresa, como a investigação ainda está em andamento, ela não comentará o caso.


Em nota, a Serveng informou que não irá se pronunciar.

quarta-feira, 19 de março de 2014

Metroviários saem sem respostas de reunião, mas paralisação deve ser de apenas 24 horas
Não há intenção do Sindmetro-MG em continuar a paralisação das estações de metrô, mesmo que os trabalhadores não tenham recebido as informações exigidas sobre sobre a possível privatização do sistema de transporte - que ficará sob comando da Metrominas
Publicação: 19/03/2014 13:24 Atualização: 19/03/2014 13:32

O Sindicato dos Empregados em Empresas de Transportes Metroviários e Conexos de Minas Gerais (Sindmetro-MG) afirma que saiu sem respostas da reunião na manhã desta quarta-feira na Procuradoria Regional do Trabalho da 3ª Região, em Belo Horizonte. Mesmo sem as informações que exigiam sobre a possível privatização do sistema de transporte - que ficará sob comando da Metrominas - os profissionais indicam a paralisação de apenas 24 horas, conforme previsto. Eles não pretendem continuar com protestos, mas a definição final sobre os rumos da mobilização será divulgada após assembleia à tarde. De qualquer forma, está mantido o fechamento de estações até o fim do dia.

Foram convocados para o encontro os representantes da Metrominas, Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU) e procuradoria do Estado, além dos trabalhadores. Apenas o advogado da CBTU compareceu na presença da promotora Luciana Marques do Coutinho, que conduziu a mediação com o Sindmetro-MG. De acordo com o sindicato, as explicações que eles queriam sobre concessão trabalhista, possíveis demissões e aumento da passagem dos trens não foram dadas. 



O próximo passo dos metroviários é acompanhar o julgamento ação cautelar impetrada pela CBTU no Tribunal Regional do Trabalho (TRT), às 14h30. Em caráter liminar ficou definido que 70 % dos trens deveriam circular de 5h30 às 9h e de 17h às 20h durante a paralisação desta quarta. Nos demais horários, o funcionamento deveria ser de 50%. Os trabalhadores ignoram a decisão, a multa de R$ 50 mil diária e pararam o serviço completamente. Eles acreditam que a decisão da tarde vá reverter a aplicação da multa. Depois da votação no TRT, a diretoria do sindicato vai se reunir para discutir os próximos encaminhamentos.
 

Saiba mais...
 Metroviários fazem passeata da Praça da Estação até Bairro Funcionários Mesmo com decisão limitando paralisação, estações de metrô estão fechadas em BH
Enquanto isso, todas estações continuam fechadas e a volta para casa pode ser complicada. Pela manhã, os ônibus d BRT/Move saíram lotados da Estação São Gabriel, na região nordeste, por causa da falta de trens. 

A CBTU informou que não sabe dar aos metroviários as informações solicitadas. A Secretaria de Estado de Transportes e Obras Públicas (Setop) disse que não participou do encontro porque não teria como das as informações aos trabalhadores, pois está envolvida apenas na elaboração do projeto para revitalização do metrô. 
Segundo a Setop, em fevereiro de 2011, o Governo Federal instituiu o processo de seleção de projetos para o PAC Mobilidade Grandes Cidades, com foco de prover investimentos aos sistemas de transporte público coletivo para melhorar a mobilidade urbana nas grandes cidades. O Governo de Minas submeteu ao processo de seleção, o Projeto de Revitalização e Ampliação da Rede de Metrô de Belo Horizonte, que foi aprovado dentro desse PAC. A proposta prevê recursos da União, governo estadual e prefeitura a serem executados por meio da Metrominas, que é vinculada a Setop. A empresa fará a implantação, construção, operação, manutenção e exploração do transporte metroviário e ferroviário de passageiros da região metropolitana.

segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

Câmara aprova inclusão do transporte como direito social na Constituição
Qui, 05 de Dezembro de 2013 20:26

O Plenário aprovou, nesta quarta-feira, a Proposta de Emenda a Constituição (PEC) 90/11, da deputada Luiza Erundina (PSB-SP), que prevê a inclusão do transporte no grupo de direitos sociais estabelecidos pela Constituição Federal. Por acordo entre os deputados, a matéria foi aprovada em dois turnos de votação e seguirá para o Senado.
Na primeira votação, houve 329 votos a favor, um contrário e uma abstenção. Na votação do segundo turno, foram 313 votos a favor, um contrário e uma abstenção. O artigo 6º da Constituição Federal prevê, atualmente, outros 11 direitos sociais: educação; saúde; alimentação; trabalho; moradia; lazer; segurança; previdência social; proteção à maternidade; proteção à infância; e assistência aos desamparados.

Modelo de financiamento

Para a autora da proposta, a inclusão do transporte como direito social deve estimular os governos a buscar outro modelo para financiar o setor, como o subsídio integral das passagens de ônibus. “É preciso tirar das costas do usuário os custos de um serviço que é um insumo da produção econômica. Não é justo que o cidadão pague”, destacou Erundina.
A deputada disse ainda que melhorar as condições de mobilidade urbana é aumentar o acesso das pessoas à cidade. “Os direitos sociais e os direitos humanos não serão assegurados porque o direito ao transporte é essencial para exercê-los”, afirmou.
Resposta às ruas

As manifestações de junho, em que milhares de pessoas foram às ruas para exigir melhorias, inclusive no transporte público, foi o que levou o projeto, parado desde 2011, para a pauta da comissão onde foi aprovado no último dia 19 de novembro.
“A sociedade espera ansiosamente que esta Casa responda aos apelos manifestados principalmente em junho deste ano, com as manifestações populares”, disse Erundina.

Com informações da Agência Câmara Notícias